O NOVO REINADO


30/03/2008


Perigos nas semelhanças

Quando a gente escreve fantasia, praticamente tudo tem que sair da imaginação, da criatividade, da capacidade de inventar coisas. Para que isso aconteça devemos definir diretrizes que nos guiem e ajudem a não sair da linha, digamos assim. Por que por mais que a história seja alguma coisa inexistente e puramente fruto de uma mente cheia de caraminholas, elas devem ter, no mínimo, fundamento e serem de alguma forma convicentes, ou ao menos, bem elaboradas.

Diante disso, e deparando-se com a falta e dificuldade de expressar aqui o que vai se contar nas histórias, eu vou revelar a vocês em que eu me inspirei e de onde eu estou tirando os nomes, lugares, mapas e objetos usados nas histórias. Pode até ser uma viagem além da viagem de minha parte, mas se eu não contasse vocês nem se dariam conta do ridículo. E além do mais, eu fico imaginando a curiosidade que as pessoas possivelmente podem ter depois que ler a minha história.

 

Em primeiro lugar, o porquê de escrever uma fantasia? Eu comecei a me interessar por esse tipo de literatura desde quando eu conheci O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien. Depois li Harry Potter de J. K. Rowling e cada vez mais livros e filmes com essa temática me chamam a atenção. Daí comecei a perceber o tamanho da facilidade que eu teria para criar algo desse tipo já que eu tenho uma imaginação muito fértil e invento demais. Adoro coisas mágicas, com magos e sou apaixonado por descrever personagens e contar a força e o poder deles. Eu tenho uma vontade imensa de apresentar um personagem que seja mais mau que todos os que já foram criados em toda a história da humanidade. Da mesma forma, ele terá que ser mais forte e poderoso que qualquer criatura existente ou imaginada na face da Terra. E para dar asas a essa imaginação o único lugar que me abriria espaço seria a fantasia.

A partir daí fui criando muita coisa e para dar vida a essa vontade de criar coisas novas e fantásticas usei de vários elementos. Desde experiência pessoais até - e principalmente - a coisas, lugares e pessoas que fazem ou fizeram parte da minha vida e eu tenho muitas lembranças boas.

Assim, posso citar que lugares como Imaruí/SC, o parque Beto Carrero World, a minha cidade: Joinville/SC e paisagens que seja em que lugar eu as veja me inspiraram para criar a geografia e definir as características das terras que tudo vai se passar. Além das imagens de filmes Western e Medievais.

Os personagens, na maioria lembram pessoas queridas e importantes para mim. Outros são só nomes criados a partir de trocadilhos, ou criações que eu acho que, embora nem todos bonitos, soam bem com o clima da história.

E existem ainda detalhes como os diamantes que eu não citei ainda aqui, mas que remetem simplesmente ao meu chocolate preferido: Diamante Negro... pode? Que autor que ia usar isso? Bem, eu usei e até tô com vontade de rir por contar isso. Mas, enfim, continuemos.

Eu ainda quero pôr aranhas na história. Não porque eu gosto delas, muito pelo contrário! Quero traduzir nas aranhas de minha criação todo o pavor que eu tenho dessas criaturas. Mas aqui entra o motivo do título que dei a esse post: lá no início eu revelo que eu comecei a gostar de fantasia a partir de um dos dois maiores autores de fantasia que eu conheço e ambos tem aranhas em suas histórias. Da mesma forma, um deles também conta algo de jóias iluminadas e embora a diferença com meus diamantes seja estrondosa, eu tenho muito medo de comparações e aquela velha história de falta de criatividade ou plágio, cópia e sei lá mais o quê.

Diante de tudo isso quero desde já deixar bem claro: não é porque eu não sou famoso, não sou inglês nem tenho dinheiro que não tenho originalidade. Não que eu tenha muita, mas ao menos uma coisa eu me garanto: cópia, não!

Escrito por Juliano Reinert às 13h56
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