O NOVO REINADO


17/03/2008


O Prólogo I

A história do novo reinado é formada por outras histórias bem intrigantes, onde coisas inexplicáveis acontecem e afetam vidas, sociedades, famílias. Passam por ela diversas pessoas, situações que mexem com o mundo de formas diferentes. Em diferentes lugares do mundo, várias pessoas começavam a viver de forma que a libertação de um povo distante estivesse mais próximo. Ninguém sabia de nada. Ninguém conhecia ninguém que estava envolvido em outra parte do mundo com essa maluquice toda, mas aconteceu e aqui está relatado para que ninguém duvide disso.

Muitas coisas são inexplicáveis, ou são difíceis de explicar. Talvez o simples contador de toda essa história não saiba relatar tudo o que se esconde através dos mistérios desse mundo paralelo à espera de libertação. Será preciso aguardar, analisar a fala de cada personagem. Cada um trará um conhecimento diferente. Talvez, de tudo o que se está dizendo aqui, não esteja claro. Há uma obscuridade, um pensamento de que tudo é fantasia e sem nexo, mas no decorrer dos acontecimentos é perceptível que não. É tudo maior do que qualquer um possa imaginar.

A história do novo reinado é a história da nova era da Terra. Quem disse isso? Não se sabe agora. Há quem seja mais sábio em todos esses relatos. Ele responderá melhor, mas não agora. O que interessa é como tudo isso aconteceu. Quem estava envolvido.

O que se pode afirmar é que os sinais do cumprimento da profecia se deram pela primeira vez em 1996, em Bloemfontein, na África do Sul. Um jovem rapaz de 21 anos chamado Ronald Norkeullient desapareceu. Seu pai, John Norkeullient, já viúvo, disse que o filho tinha sumido numa parede, como se a atravessasse. Num julgamento, o pai do rapaz foi acusado de ter matado o próprio filho e ter escondido o corpo, já que a polícia da cidade não conseguiu encontrar o cadáver. A pena só não foi maior porque John passou por exames psiquiátricos e ficou constatado que ele tinha problemas mentais e por isso teria matado o filho.

Um psicólogo, ao conversar com o acusado, não viu mentira em seus olhos. “Ele não mentiu em nenhum momento. Ou ele é um assassino muito frio, ou está dominado pela loucura. A verdade brilhava em seus olhos, não há explicação para isso!”, admirou-se o psicólogo.

O estranho é que em nenhum momento isso foi contestado. A busca pelo corpo do jovem foi esquecida e nunca se soube se foi achado. O velho também nunca saiu do sanatório. Os funcionários que cuidavam dele diziam que ele não era perigoso. Costumava, pelo contrário, ser muito cortêz e educado. Chorava a morte do filho e desabafava normalmente com todo mundo reclamando de injustiça. Mas quando questionado não contava outra história.

Restou o pensamento, em todos, então, que ele era realmente um perigoso assassino, bom ator e que contava tudo aquilo muito convincentemente para que todos acreditassem na sua história absurda. A justiça não quis tirá-lo do sanatório. Continuavam a afirmar que o problema dele era mental. Com medo de um assassinato na calada da noite, já que tudo podia se esperar de alguém como aquele homem, começaram a aumentar as doses de remédio e diminuir a comida. Não demorou muito, John Norkeullient morreu.

Continua...

Escrito por Juliano Reinert às 15h17
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sul, JOINVILLE, COSTA E SILVA, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, Livros, Cinema e vídeo
MSN -

Histórico